O Estreito de Ormuz não será reaberto de maneira imediata, pois o memorando de entendimento inicial assinado pelos Estados Unidos e o Irã prevê processos técnicos obrigatórios. A formalização do documento foi agendada para a próxima sexta (19), em Genebra, na Suíça.
O canal estratégico, por onde transitam cerca de um quinto do petróleo mundial, está bloqueado desde o início da guerra em fevereiro. O anúncio do recém-alcançado acordo de paz foi mediado pelo Paquistão e confirmado pelo presidente norte-americano, Donald Trump.
Os EUA também já haviam declarado que iriam aliviar o bloqueio aos portos iranianos com a reabertura do canal e que concordaram em flexibilizar as sanções para permitir que o Irã vendesse mais petróleo e fortalecesse sua economia, que se encontra debilitada por conta do conflito.
O Irã afirmou que tem uma previsão de 30 dias para reabrir o Estreito de Ormuz, diz a agência Mehr, que é ligada ao regime iraniano. Há divergências públicas imediatas, já que Trump declara que a passagem seria permanentemente livre de pedágios e o Ministério das Relações Exteriores do Irã anunciou nesta segunda (15) que cobrará “taxas de serviço marítimo”.
O acordo preliminar prevê o fim das hostilidades, a suspensão dos bloqueios, o desembolso de recursos congelados e o adiamento das negociações acerca do programa nuclear iraniano. Os principais mercados de ações, especialmente na Ásia, dispararam com a perspectiva de normalização energética.
Mesmo com o otimismo comercial, o cenário geopolítico permanece sob forte atenção, uma vez que o governo de Israel criticou os termos do acordo e declarou que suas forças armadas não se retirarão de zonas de segurança no Líbano neste primeiro momento.



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