O acordo de paz para encerrar a guerra entre os Estados Unidos e o Irã “nunca esteve tão próximo”, de acordo com a declaração feita pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, nesta sexta (12).
Segundo o ministro no X (antigo twitter), “O memorando de entendimento de Islamabad nunca esteve tão próximo. Enquanto se aguarda sua finalização, os meios de comunicação devem se abster de especular sobre seu conteúdo, e todos os detalhes serão comunicados no momento oportuno”.
O chanceler também fez referência direta ao avanço do chamado Memorando de Entendimento de Islamabad, um rascunho do acordo mediado pelo Paquistão para prorrogar o cessar-fogo e encerrar as hostilidades militares ativas iniciadas em fevereiro deste ano. Apesar do otimismo diplomático expresso por Teerã e também pelo presidente americano Donald Trump, as negociações de bastidores ainda expõem fortes contradições e versões conflitantes entre os dois países.
Fontes da Casa Branca informaram à imprensa que o Irã aceitou desmantelar seu programa nuclear e destruir seu estoque de urânio enriquecido como parte do pacto. Paralelamente, a mídia estatal iraniana e as forças armadas do Teerã negam a renúncia desse direito, indicando que a questão nuclear de longo prazo deve ser adiada por 60 dias para discussões posteriores.
Embora Trump tenha afirmado que o acordo estava perto e cancelando novas rodadas de ataques aéreos nesta semana, ele criticou publicamente os rascunhos divulgados por veículos de comunicação iranianos, classificando-os como distorcidos e sem relação com os termos acordados por escrito.
O governo do Irã pediu que a imprensa internacional evite especulações até a redação final do texto. Analistas internacionais apontam que, caso as arestas sejam aparadas pelas diplomacias nas próximas horas, o memorando provisório poderá ser assinado em Genebra pelo vice-presidente americano JD Vance e pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf.



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