O governo dos Estados Unidos deve estender o prazo das negociações comerciais com o Brasil, adiando a imposição imediata de novas sobretaxas a produtos brasileiros. A equipe de Lula teme que, mesmo com essa extensão, Trump aumente tarifas sobre importações brasileiras sob a prerrogativa de combater práticas desleais por parte do Brasil.
O grupo técnico que está responsável pelas negociações, que teve como prazo inicial 30 dias para negociar esses temas comerciais, seguirá funcionando além do prazo previsto. Agora a previsão é de que as negociações terminem nesta sexta (5), mas integrantes desse grupo afirmam que não houve nenhum avanço que fosse o suficiente para encerrar os trabalhos.
Washington está conduzindo uma análise sob a seção 301 da legislação americana, onde apura supostas práticas desleais do Brasil. Do lado dos brasileiros, empresários temiam anúncios de tarifas punitivas (de 30% a 40%) no início desta semana, mas o grupo técnico sinalizou uma trégua temporária.
Os principais interesses e demandas por parte do Brasil são a isenção de produtos vitais como aço, café, carne bovina e suco de laranja de barreiras ou cotas restritivas, do lado dos EUA é obter concessões e acesso privilegiado a recursos estratégicos brasileiros, como as terras raras, além de propriedade intelectual.
O governo brasileiro adota uma postura cautelosa e de monitoramento nos bastidores. A equipe diplomática, que está envolvida nas negociações, defende que prestou todos os esclarecimentos técnicos necessários e aguarda a formalização da capital dos EUA para os próximos passos.



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