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Justiça determina bloqueio de 20% do faturamento de Matheus e Kauan e impõe restrições a avião
Justiça determina bloqueio de 20% do faturamento de Matheus e Kauan e impõe restrições a avião

O cenário nos bastidores da música sertaneja ganhou contornos dramáticos com o desdobramento da batalha judicial entre Matheus e Kauan e seus antigos parceiros comerciais. A reviravolta ocorreu quando o Tribunal de Justiça de São Paulo acatou o pedido da empresa PLL Participações, impondo uma pesada restrição financeira aos cantores. A partir de agora, um quinto de todo o faturamento vindo de apresentações, contratos publicitários, patrocínios e até royalties de plataformas digitais precisa ser retido e depositado mensalmente em uma conta vinculada ao processo, cobrindo inclusive o período aquecido das festividades juninas.

Por trás dessa cobrança severa, esconde-se um conflito sobre investimentos e rompimento de vínculos. Os ex-empresários sustentam ter injetado quase dez milhões de reais para alavancar e estruturar a carreira da dupla, o que lhes daria direito contínuo a uma fatia dos ganhos e das gravações do projeto. Segundo a acusação, os músicos teriam encerrado o contrato de maneira brusca e sem cumprir os avisos prévios estipulados no acordo, levando o desembargador do caso a reconhecer os riscos financeiros da disputa e acolher os pedidos de urgência.

As restrições impostas pela Justiça ultrapassam o campo financeiro e chegam diretamente ao estilo de vida e à logística de trabalho dos sertanejos. O uso da aeronave e do ônibus da equipe, além do manuseio de equipamentos como painéis de LED, passou a ser rigorosamente fiscalizado. O avião, por exemplo, só pode ser utilizado para deslocamentos profissionais ligados à agenda de shows, exigindo a prestação constante de contas do diário de bordo para comprovar que não houve voos voltados para viagens pessoais e de lazer.

Apesar do impacto imediato das determinações reforçadas por uma multa diária de cinquenta mil reais em caso de desobediência, o impasse ainda está longe de um desfecho definitivo. Trata-se de uma medida liminar que concede espaço para que a defesa da dupla apresente seus argumentos no recurso. Enquanto as decisões judiciais permanecem em vigor, o tribunal mantém abertas as portas para uma possível audiência de conciliação, na esperança de que ambas as partes encontrem um consenso para encerrar o litígio.

O Autor

Fernando Mainardi

Jornalista da equipe FofoNews.

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