O quinto filme da franquia Toy Story, da Disney e Pixar finalmente chegou aos cinemas e traz uma análise muito interessante. O novo desafio dos brinquedos é competir com a chegada precoce da tecnologia na vida das crianças.
Existe uma rivalidade muito clara centrada em Jessie e na antagonista da história Lilypad, um tablet multifuncional com acesso à internet. Mas o interessante é notar como a história não apresenta a tecnologia como um vilão absoluto.
Em Toy Story 5, Jessie assume o papel como protagonista, o que faz completo sentido nesse cenário de preferência pelas telas uma vez que ela já vivenciou o abandono ainda com sua primeira criança. Dessa forma ela toma a frente na luta pela atenção de Bonnie.
Lilypad, por sua vez acredita que a internet desenvolve um papel central na socialização, o que de todo não é mentira. Mas o problema aqui se dá justamente por um fator que vem se tornando mais e mais frequente na vida real: o vício em telas.
Cada vez mais, Bonnie vai deixando de ser uma criança que usa a imaginação para brincar, e passa a vivenciar um amadurecimento acelerado. Este é o outro problema que a tecnologia traz, fazendo-a se preocupar com o que as outras crianças vão pensar ao saber que ela ainda brinca.
Mas no fim, os brinquedos precisam se unir à tecnologia para conectar Bonnie com outras crianças que também brincam, mostrando que, com a motivação correta, a tecnologia pode sim ser de grande valia para o desenvolvimento das crianças.



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