O governo dos Estados Unidos anunciou oficialmente a inclusão de facções criminosas brasileiras na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO) e como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT). O anúncio foi feito pelo Departamento de Estado americano por meio do secretário de Estado, Marco Rúbio, e terá validade jurídica a partir do dia 5 de junho.
A medida é baseada na seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade dos EUA, com isso o governo americano argumentou que a atuação violenta das facções ultrapassou as fronteiras brasileiras, afetando a segurança nacional do país por conta do narcoterrorismo. Essa decisão ocorre logo após reuniões políticas em Washington envolvendo parlamentares brasileiros, como Flávio Bolsonaro, junto com membros do governo Trump.
Com a surpresa do anúncio repentino dessa decisão, Lula avalia fazer uma ligação para Donald Trump com o intuito de conversar diretamente com ele sobre o assunto. Auxiliares do presidente também alegam que o líder americano pode não ter participado diretamente da formulação da medida, sendo uma decisão puramente influenciada pela ala radical do governo norte-americano.
Para parte da equipe de Lula, Trump deveria ter negociado ou pelo menos avisado o governo brasileiro, o que desagradou o presidente brasileiro. Segundo eles “A forma como a medida foi divulgada desagradou o presidente e foi avaliada como uma sinalização de que Trump pode tentar dar apoio a Flávio Bolsonaro na campanha eleitoral”.
Essa classificação faz com que ativos e recursos financeiros associados a facções ou a seus membros sejam bloqueados, restrição de viagens, sanções criminais por apoio e zonas de investigação da CIA .
Mesmo com a mobilização no Planalto, o governo não definiu se fará uma manifestação oficial nesta sexta (29) ou se fará isso mais pra frente. Membros do governo afirmam que já existem duas notas prontas, esperando apenas o aval de Lula.
A equipe do presidente ainda complementou dizendo que Lula pode tratar do tema publicamente hoje, durante um evento que ele irá participar em Sergipe, principalmente para defender a soberania brasileira.



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