Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, entrou com um processo de difamação contra o Wall Street Journal por conta de reportagens que o ligavam a Jeffrey Epstein. Essa é a segunda vez que ele tenta processar o jornal, já que o primeiro acabou sendo rejeitado pelo juíz por deficiências legais.
Esse novo processo contesta uma reportagem que afirma que Trump havia enviado um bilhete desejando feliz aniversário para Epstein pelos seus 50 anos. A matéria afirmava que havia o desenho de um contorno de uma mulher nua com um tom ambíguo e a assinatura do atual presidente dos Estados Unidos.
Ele nega de maneira veemente ter escrito e desenhado o cartão, onde ainda classifica o documento como inteiramente falso. Segundo os advogados de Trump na queixa emendada “No momento da publicação, os réus desconsideram de forma imprudente se as declarações difamatórias eram verdadeiras e/ou evitaram propositalmente a descoberta da verdade”.
Vários de seus críticos pensam que esses processos que ele está movendo contra veículos de comunicação fazem parte de uma campanha mais ampla contra a mídia. O processo, que está sendo rodado no Tribunal Federal de Miami, nomeou Rupert Murdoch (dono da News Corp) e Robert Thompson (CEO do jornal), além dos repórteres do Wall Street Journal, Khadeeja Safdar e Joseph Palazzolo.
A relação de Trump com Epstein durou 15 anos, começando no final da década de 90 e se estendendo até 2004. Mesmo eles fazendo parte do mesmo círculo social da elite de Nova York, as autoridades de segurança dos EUA nunca acusaram Trump de envolvimento nos crimes sexuais cometidos pelo financista.



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